Como escolher o microcontrolador adequado ao seu projeto

Em Eletrônica por Alex Benfica

Após especificadas as funções e o que se espera de um projeto, é hora de determinar o melhor microcontrolador a ser utilizado. Essa escolha deve procurar utilizar as características do microcontrolador em sua totalidade, de forma a não desperdiçar processamento e periféricos, aumentando assim o custo.

Apesar
disso, não é aconselhável escolher microcontroladores com quantidades de memórias muitos próximas do limite que se estima utilizar. Isso pode acarretar na necessidade de mudar o microcontrolador escolhido caso seja necessário modifcar o programa, o que custará tempo e dinheiro.

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Como escolher um microcontrolador?

Em muitos casos, utiliza-se um microcontrolador diferente do definitivo durante o desenvolvimento do firmware. As diferenças são em geral na quantidade é tipos de memória, além dos processos de gravação.
Isso ocorre por dois motivos.

O primeiro é que o microcontrolador definitivo pode ser OTP, isto é, gravável apenas 1 vez: Nesta situação, utiliza-se um microcontrolador compatível para desenvolver o programa e o mesmo é gravado no microcontrolador definitivo apenas no final. Nestes casos, geralmente é utilizado algum tipo de simulador para testar o programa no PC antes de gravar no CI.

Importância da escolha do microcontrolador

Para qualquer projeto eletrônico, o microcontrolador certo pode ser um grande aliado, desde que você escolha o modelo certo. (Foto: www.engineersgarage.com)

O segundo é que o microcontrolador é gravável apenas através de um gravador, o que aumenta o tempo utilizado nos testes e debug do firmware. Uma possível solução para este caso é utilizar um microcontrolador passível de gravação pela porta serial ou similar, sem a necessidade de remoção do mesmo da placa do protótipo durante a gravação.

O que considerar ao escolher um microcontrolador?

Outros fatores alheios à exigência do projeto precisam ser levados em consideração antes de escolher o melhor microcontrolador , dentre eles.

Custo

Conhecimento prévio a respeito da arquitetura, o que irá impactar no tempo de aprendizado para o desenvolvimento.

Suporte do fabricante: kits de desenvolvimento, bibliotecas padrão, suporte on-site… etc.

Existências de possíveis substitutos pino-compatíveis de outros fabricantes.

Continuidade de fabricação: o custo de um projeto pode inviabilizar sua produção futura se o microcontrolador no qual se baseia deixar de ser produzido e não existirem substitutos de preço compatível no mercado.

Facilidade de compra.

Encapsulamentos existentes e facilidades de manufatura.

Consumo, tensão de alimentação, opções de oscilador, frequências de trabalho.

Todos os fatores acima e dezenas de outros devem ser meticulosamente considerados antes de se iniciar um projeto para evitar desperdício de tempo, esfoço e dinheiro.

Sobre o autor

Autor Alex Benfica

Profissional de TI com mais de 20 anos de experiência na indústria. Bacharel em Matemática Computacional, sempre aprendendo sobre tecnologia, jogos, desenvolvimento de software e automação. É criador do site Palpite Digital onde compartilha conhecimentos desde 2007!