Na escola passamos por este tema, mas pouco sabemos sobre ele. Vemos este nome presente em partidos políticos, movimentos dos trabalhadores, movimentos estudantis e em algumas publicações. Mas afinal, o que é SOCIALISMO? Basicamente, o socialismo reivindica a socialização dos meios de produção, ou seja, que se torne uma propriedade pública e de administração de todos: a terra, as indústrias, o transporte, áreas de saúde e educação, etc.

Isso quer dizer que tudo o que viabiliza o mundo humano, tudo o que é necessário à sobrevivência e ao desenvolvimento do homem deve ser posto sob a autogestão dos produtores, e não privatizados com fins de lucro.

Entender o que é socialismo

Socialismo: o que é?

No sistema capitalista vemos a sociedade divida em classes: os patrões e sociedades anônimas detentores do capital e dos meios de produção, e os trabalhadores, aqueles que necessitam de vender sua força e capacidade de trabalho em troca de salários. No processo de produção capitalista, ao vender a sua força de trabalho o trabalhador vende também o valor excedente que produz, ou seja, ele produz muito mais do que recebe, gerando para o patrão uma margem de lucro que não será dividida com ele. O salário é calculado de acordo com as necessidades de vida do trabalhador e não de acordo com o valor que o trabalhador produz de fato. A proposta do socialismo é justamente abolir essa divisão de classes, onde os produtores dividirão entre si o produto integral de seu próprio trabalho.

No imaginário social, muitas vezes forjado pelas forças dominantes, o socialismo é visto como uma ameaça à vida privada e aos bens privados como um todo. “Quer dizer que a minha escova de dentes e meu carro serão de todos?” Essa é uma pergunta que demonstra o entendimento rasteiro do que significa a proposta do socialismo. Não, os bens privados não serão de todos, mas os meios de produção dos bens privados serão postos como algo comum e acessível.     Neste sentido, a igualdade deixará de ser uma lei imposta ou prescrita, mas se tornará algo naturalizado e substancial, na medida em que todos potencialmente poderão se apropriar do que produzem e dividir a multiplicidade dos produtos humanos.